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VALORIZAÇÃO

Graduação e Pós-graduação: perspectivas e desafios frente ao constante crescimento

Por Samuel Lima | Publicado: Quinta, 04 de Abril de 2019, 11h01 | Última atualização em Quarta, 10 de Abril de 2019, 19h09

Atualmente os 64 cursos de graduação, 39 cursos de mestrados e oito cursos de doutorado da Universidade Federal do Tocantins (eram 38 mestrados e seis doutorados até o início desta série) , em 16 anos de vida, são o fiel registro de um crescimento constante e benéfico para o Estado. Dividida em sete câmpus que abrangem cidades de Norte a Sul, a UFT é a maior instituição de ensino do Tocantins e continua em busca de mais diversidade e qualidade na graduação e na pós-graduação.

Quando foi criada em 2003, a partir do processo de federalização iniciado em 2000, a UFT encampou 29 cursos de graduação, distribuídos em sete dos dez câmpus herdados da universidade estadual (Unitins), além de um curso de pós-graduação stricto sensu (Mestrado em Ciências do Ambiente). Com isso, a UFT já nasceu com mais de 7,2 mil alunos e recebeu a estrutura física então existente e também a que estava em construção.

Praticamente 16 anos depois, a UFT ampliou a oferta de cursos de graduação para 64, distribuídos em sete câmpus localizados em municípios que chegam a distar mais de 940 quilômetros entre si, abrangendo todo o território estadual. Na pós-graduação são 39 mestrados e oito doutorados (em números atualizados com os novos cursos aprovados). A graduação (presencial e a distância) e a pós-graduação totalizam oferta de ensino a mais de 16,4 mil alunos. Na graduação presencial, de acordo com os relatórios de gestão da UFT, o número de alunos matriculados tem sido crescente ao longo dos anos (2004 = 7.203; 2009 = 9.280; 2012 = 15.062; 2017= 17.478).

Na pós-graduação, dos 38 programas de pós-graduação stricto sensu, 33 programas são apenas com mestrado, cinco programas tem mestrado e doutorado e um apenas com doutorado. Desse total, cinco são mestrados profissionais em rede. Os mais recentes doutorados aprovados (o que eleva para oito o número deste tipo de curso stricto sensu) são o de Modelagem Computacional e o de Educação (em rede). Além do próprio quantitativo de cursos, o número de pessoas tituladas tem registrado bom crescimento. De acordo com o último Relatório de Gestão, em 2016 foram 234 alunos titulados; em 2017, 259 alunos; e no ano de 2018, 418 alunos.

Diferenciais e perspectivas

Os pró-reitores de Graduação e de Pós-Graduação, Vânia Passos e Raphael Sanzio Pimenta falaram ao Portal da UFT sobre o crescimento numérico e qualitativo da graduação e pós-graduação, além de apontar os diferenciais e também as metas da instituição, que mantem seu constante crescimento tanto na quantidade quanto na qualidade dos cursos que oferta. Confira as entrevistas, abaixo:

 

Portal da UFT - Em sua opinião, quais são os pontos fortes (os diferenciais) dos cursos que a UFT oferta?

Vânia Passos é pró-reitora de Graduação (Foto: Daniel dos Santos/Sucom)Vânia Passos é pró-reitora de Graduação (Foto: Daniel dos Santos/Sucom)Vânia Passos - A UFT já conquistou muitos avanços, nesses 16 anos, o que a torna uma universidade reconhecida pela sociedade, como uma instituição de educação superior que prima por desenvolver e vivenciar seus valores e princípios, com destaque ao respeito à vida e à diversidade.  Como ponto forte da UFT, considero a compreensão do processo de planejamento integrado e o grande quadro de servidores qualificados que estão empenhados no enfrentamento dos desafios postos na atualidade por meio do planejamento institucional e de seus cursos.  E, nesta perspectiva, destaco a forte identidade institucional em relação ao respeito à vida e à diversidade que se constitui num grande diferencial da UFT.  Pois a partir desse respeito, a questão da transparência, do comprometimento com a qualidade, criatividade, inovação, responsabilidade social e equidade, se manifestam em suas ações e práticas.

 

Raphael Pimenta é pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação (Foto: Daniel dos Santos/Sucom)Raphael Pimenta é pró-reitor de Pesquisa e Pós-graduação (Foto: Daniel dos Santos/Sucom)Raphael Pimenta - É notório que experimentamos grande crescimento em cursos de mestrado e doutorado. Nosso principal diferencial é que somos a única instituição que tem cursos stricto sensu no Estado. Estamos suprindo uma demanda estadual e atendendo demandas locais, principalmente da região. Apesar de recebermos estudantes de outros estados e até países, recebemos majoritariamente pessoas daqui do Tocantins, o que permite a fixação desse pessoal formado aqui mesmo no Estado.

 

 

 

Portal da UFT - É fato que em 16 anos a UFT cresceu muito em termos de quantidade de cursos. Quais são, ainda, as metas a serem alcançadas?

Vânia Passos - Dentre muitos desafios a serem vencidos, ressalto o desenvolvimento de uma formação em que valorize o conhecimento em suas diversas dimensões: técnica, política, cultural e humana. O conhecimento desenvolvido na universidade, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão deve proporcionar uma formação profissional de um ser humano, não só consciente, mas atuante, como sujeito que faz a diferença na construção de nossa sociedade. Este conhecimento é pautado nos Pilares estratégicos que a UFT se propôs a desenvolver: atuação sistêmica, em articulação com a sociedade, aprimoramento da gestão e valorização humana.  Também como uma das metas a serem alcançadas, é que essa formação se materialize com o aumento dos conceitos de nossos cursos de graduação que, por sua vez, refletirá no conceito institucional. O processo da educação superior na universidade deve ser repensado em relação às suas práticas pedagógicas.  O que nos remete à discussão aprofundada acerca da pedagogia universitária.

Raphael Pimenta - Nossa meta e avançar na qualidade dos cursos, objetivando a excelência, apoiando os cursos de pós-graduação. Temos um programa de apoio à Pós-Graduação (PAPG), onde convidamos pesquisadores experientes com muita atuação na pós para nos indicar caminhos que proporcione avanço nos  conceitos junto à Capes. Chegamos a um ponto de estabilização quanto ao número de cursos, visto que é preciso um número de professores pesquisadores para isso, e acredito que estamos próximos desse tamanho ideal. Nosso investimento será mais na qualidade do que em quantidade. Precisamos melhorar, além da publicação dos professores e pesquisadores, apoiar a publicação em periódicos de qualidade. Existem ainda demandas reprimidas, de há algum tempo, mas algumas delas não dependem diretamente da gestão, como a questão da estruturação física e de alocação de recursos humanos. Dependemos da colaboração de diretores de câmpus e de ações do Governo Federal (MEC) e também do Congresso Nacional, como é o caso das FCCs, que são gratificações para os professores coordenadores.

 

Portal da UFT - Quais outros pontos em que precisamos avançar em relação aos cursos ofertados?

Vânia Passos - A dinâmica universitária se constitui por conquistas diversas e constantes. Para os avanços de nossa universidade, novos desafios devem ser lançados a partir de um processo avaliativo interno que se valha de suas análises para a tomada de novas decisões. O processo formativo nos cursos de graduação, deve se lançar para uma articulação interna entre os cursos e áreas de conhecimento, de modo a desenvolver uma atuação sistêmica (um dos pilares estratégicos), não só com a sociedade mas, também, interna ( comunidade acadêmica), que nos remete às questões da interdisciplinaridade e ao aprofundamento referente à pedagogia universitária, que envolve o ensino, a pesquisa, a extensão e a gestão. E, assim, fortalecer a interlocução entre a graduação e a pós-graduação.

Raphael Pimenta - Percebemos que a UFT aproveitou muito bem as oportunidades geradas pelo MEC, Capes e CNPQ o gerou um numero significativo de cursos de pós-graduação. Carecemos agora de melhorar a questão do amparo à pesquisa, especialmente no âmbito estadual, no sentido do apoio aos projetos de pesquisa. Vamos tentar mobilizar outras universidades e pesquisadores para podermos encaminhar as demanda ao Estado, visando a sensibilização e destinação de recursos para a fundação de apoio à pesquisa no Estado, não apenas para a UFT mas de todas as instituições de pesquisa e ensino.

 

 

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