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Comemoração

Dia do estudante: diferenças e desafios na universidade

Por Caroline Falcão | Revisão: Paulo Aires | Publicado: Sexta, 09 de Agosto de 2019, 14h37 | Última atualização em Sexta, 09 de Agosto de 2019, 17h58

Neste domingo, 11 de agosto, é comemorado o Dia do Estudante, e de estudante a Universidade Federal do Tocantins (UFT) entende bem. São mais de 16 mil alunos entre todos os cursos de graduação e pós-graduação que a instituição oferece, um cenário de realidades bem diversas. Para muitos desses alunos, conseguir estudar em uma universidade federal, como a UFT, é motivo de orgulho. Entretanto, o caminho também é palmilhado de diferenças e desafios. Conheça a história de cinco alunos que fazem da diversidade um estímulo para os estudos e para a vida. 

Maloiri Vele Xerente, aluno do curso de Jornalismo, é indígena. Veio do interior do Tocantins, mais precisamente da Aldeia Boa Esperança, cerca de 40 km de Tocantínia, para estudar na UFT. Ao iniciar o curso, em meados de 2016, ele lembra que a adaptação foi bem difícil, pois estava acostumado com a vida na aldeia, e mudar para a Capital, onde o custo de vida é mais alto, foi um choque para ele. “Assim que mudei para Palmas tive que me adaptar a falar cotidianamente a língua portuguesa e sofri preconceito no início. Hoje, já estou mais adaptado, e me sinto mais acolhido. Atualmente, na Universidade, sou ativista e luto pelos direitos do meu povo, como também participo de um projeto de extensão de acolhimento a calouros indígenas”, explica.

Auxílios que fazem a diferença - Assim como Maloiri, o aluno de Jornalismo, Kumakari Karajá, veio da aldeia Santa Isabel do Morro para estudar na Capital. Para isso, ele conta com o apoio dos auxílios que a UFT oferece aos alunos para que possam dar continuidade aos seus estudos. “É uma grande oportunidade para eu poder adquirir conhecimento e me tornar um bom profissional na área da Comunicação e poder servir de inspiração para outros indígenas da minha aldeia. Escolhi a UFT porque não tenho condições de estudar numa faculdade particular. A UFT me deu a oportunidade de fazer uma faculdade na área que admiro muito”, destaca.

 

Busca pela superação - Entrar na universidade era o desejo de Lucas Fagundes que possui deficiência auditiva. Ele faz o curso de Letras/Libras, no Câmpus de Porto Nacional. Lucas coloca que desde que ingressou na universidade, passou por algumas dificuldades, principalmente em relação ao estudo da língua portuguesa, pois não é sua língua primária. Ele pretende atuar como intérprete de libras, e viu no curso a oportunidade de se dedicar à essa área. Hoje ele vê a universidade como um local de representações diversas.

 

Do Quilombo à universidade - Para Jeferson Dias Dos Santos, estudante do curso de Licenciatura em Matemática, no Câmpus de Arraias, sair do Quilombo Água da Pedra para a universidade foi um desafio. “Quando mudei para a cidade e entrei na universidade senti certo preconceito por parte de alguns alunos e professores. Essa transição é o mais difícil para nós no início dos estudos, até mesmo devido à educação diferenciada que recebemos no Quilombo. Por isso, temos, às vezes, algumas dificuldades de aprendizado em algumas áreas,” ressalta. Jeferson complementa que a UFT para ele é importante por ser um local que respeita as diferenças, agrega conhecimento, participa de transmissão de saber e também na valorização da diversidade. “No momento, sou estudante e sou quilombola, estou sempre na minha comunidade ajudando com os trabalhos e transmitindo o conhecimento adquirido”, destaca.

Indígena e transgênero - Makukawa Ijahina Javaé é aluna do curso de Teatro e primeira indígena transgênero na UFT, e diz ter orgulho de ter conseguido entrar em uma universidade federal. A conquista para ela se deve ao apoio que recebeu de outras pessoas. Makukawa é da aldeia Canoana na ilha do Bananal. Após concluir o curso, pretende trabalhar com a educação indígena em sua terra.

 

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