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EDUCAÇÃO DO CAMPO

Projeto online estimula diálogos sobre a produção de conhecimento científico no Câmpus de Arraias

Por Silene Lima (*) | Edição: Samuel Lima - Revisão: Paulo Aires | Publicado: Quinta, 17 de Dezembro de 2020, 13h27 | Última atualização em Quinta, 17 de Dezembro de 2020, 21h09

Com foco no diálogo a respeito da produção do conhecimento científico, um projeto de extensão no Câmpus de Arraias tem promovido reflexão entre os participantes. Trata-se do “Café Ciência UFT”, encabeçado pelo professor Sebastiao da Silva Soares, do colegiado de Educação do Campo.

O projeto debate questões sobre a produção da pesquisa epistemológica e desenvolvimento metodológico. Os encontros são realizados quinzenalmente e a discussão ocorre por meio de eixos temáticos com participação de palestrantes convidados.

Neste ano, entretanto, a previsão das atividades presenciais era começar em março, tanto no ambiente universitário quanto em praças, escolas e associações na cidade, mas a suspensão das atividades acadêmicas por causa da pandemia da Covid-19 (novo coronavírus) exigiu a um repensar da metodologia do projeto. Soares conta que buscou desenvolver o projeto por meio das tecnologias digitais. Desde então, os encontros têm acontecido pela plataforma Google Meet. Isso, segundo ele, está possibilitando um maior acesso de participantes internos e externos como professores de Angola, além de participantes de diferentes estados do Brasil. O que, num primeiro momento, fora pensado apenas para acadêmicos, ampliou-se.

Formação para além dos muros da universidade

Um canal do projeto foi criado no Youtube - o "Café Ciência UFT" -, e um site também está em construção. A ideia é possibilitar maior alcance social e cultural das ações. Segundo o professor Soares, as atividades têm envolvido acadêmicos de vários cursos, tanto da UFT quanto de outras instituições. Para ele, são momentos de diálogo que têm contribuído com a inserção no universo da produção da pesquisa científica além de oferecer subsídios para elaboração e produção de trabalhos acadêmicos em torno da metodologia científica e escrita acadêmica. “O projeto tem sido compreendido como uma atividade significativa para pensar a formação acadêmica para além dos muros da universidade. Cada ação tem possibilitado a troca de conhecimento e formação de saberes, como também a formação de redes de pesquisadores e de iniciação científica”, ressalta o professor. “O processo de transpor os diálogos vivenciados pelo grupo, para o canal do Youtube, tem ampliado o interesse do grupo para novas reflexões em torno das questões”, acrescenta.

Segundo Soares, em cada encontro, é possível contar com a participação de agentes sociais da Filosofia, Pedagogia, Sociologia, História, Matemática, Ciências, Geografia, Letras, Direito, Ciências da Saúde, Serviço Social, dentre outros. A acadêmica de Educação do Campo (Arraias), Helen Cristina Batista,  diz que participar deste projeto é importante para ela, pois pois além de lhe trazer equilíbrio e bem-estar, psicológico e físico, considerando as dificuldades e conflitos vivenciados pela pandemia, o projeto lhe abriu a mente e lhe trouxe diversas contribuições: “Para discentes que já estão produzindo Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs), os que ainda estão iniciando ou os que já estão no meio do curso, tudo isso tem sido um acréscimo, até mesmo para não perdermos o foco”, enfatiza Helen.

(*) Estudante de Jornalismo em atividade na disciplina de Estágio Supervisionado I

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