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Museu de Arraias preserva a cultura do município e estado

Por Virgínia Magrin | Revisão: Paulo Aires | Publicado: Segunda, 17 de Fevereiro de 2020, 10h22 | Última atualização em Quinta, 20 de Fevereiro de 2020, 08h28

Situada a 413 quilômetros da Capital, na região sudeste do Tocantins, está o município de Arraias. A pequena cidade, com pouco mais de 10 mil habitantes, foi fundada em 1740 e é abundante em história, afinal, as primeiras habitações na região decorreram da descoberta de um garimpo de ouro na Chapada dos Negros, a 3 quilômetros da atual sede municipal. Com o ciclo do ouro, acorreram grandes contingentes de escravos provenientes de quilombos destruídos de São Paulo e Bahia formando um aldeamento com o nome de Boqueirão dos Tapuios.

Parte dessa história é resgatada e contada no Museu Histórico e Cultural de Arraias (MHCA). O espaço tem sido administrado desde 2017 pela UFT, por meio do Projeto de Gestão e uso do Museu Histórico e Cultural de Arraias: identidades e memórias, do curso de Turismo Patrimonial e Socioambiental, sob a coordenação da professora Valdirene de Jesus, em parceria com o estado do Tocantins e o município de Arraias, em um convênio tripartite. Para manter o espaço aberto à visitação, todos os anos o grupo concorre ao edital Pibex, garantindo assim, a presença de um estagiário que trabalha no local por 20h semanais.

Fachada do Museu de Arraias (Foto: Virgínia Magrin)

O projeto surgiu depois que o Museu passou por dificuldades em 2016, quase fechando suas portas. “Fizemos uma proposta de ressignificação deste espaço que representa a possibilidade de preservação, divulgação e valorização do legado histórico da cidade de Arraias, assim como um  local de problematizações, debates e convivências, onde as manifestações culturais poderão se revitalizar e fortalecer”, destaca a professora do curso de Turismo Patrimonial, Ana Paula Rosa Rodrigues, que também faz parte do projeto.

Acervo

De acordo com os administradores do museu, o espaço faz parte de um projeto educativo de preservação do patrimônio histórico e de incentivo às atividades culturais da cidade e suas mostras também resgatam a memória histórica do município. Para isso, seu acervo conta com cerca de 350 objetos, organizado em seis coleções: objetos do lar; objetos do trabalho; saberes e fazeres; numismática; espermateca e carpoteca, bem como imagens e documentos.

“Cada objeto museológico possui valores culturais, sociais, religiosos, estéticos, artísticos, afetivos, científicos, políticos, ideológicos. Por isso diariamente desenvolvemos ações de coleta, pesquisa, conservação, documentação e comunicação, com o objetivo de salvaguardá-lo e principalmente de identificar as suas múltiplas possibilidades de informação, a fim de democratizar o acesso ao conhecimento por ele acionado”, explica Ana Paula.

Ela esclarece ainda, que todo o acervo foi devidamente organizado, inventariado e catalogado pelo projeto e que mais de 80% dos objetos museológicos, dentre eles: fotos, documentos, peças, artefatos, entre outros, foram digitalizados. Tais ações possibilitam uma amplitude ao seu acesso e maior proteção ao acervo.

O local também promove exposições temporárias dependendo da temática e época do ano, além de exposições itinerantes em outras regiões, com peças de seu acervo pessoal.

Visitação

O espaço é aberto ao público de segunda à sexta, das 8h às 12h. Escolas ou grupos maiores que queiram agendar uma visita prévia pode fazer a reserva pelo telefone (63) 3653-1987. O museu está localizado na região central de Arraias, próximo à igreja matriz e recebe frequentemente escolas do município de Arraias e também das cidades vizinhas.

Apoio UFT

Valdirene fala que a UFT está aberta à parcerias (Foto: Virgínia Magrin)Valdirene explica que se algum museu estiver com dificuldades, fechado ou prestes a fechar, e precisar de apoio, a Universidade conta com uma equipe especializada e multidisciplinar para fechar parcerias e contribuir não apenas sobre o que diz respeito a curadorias e coleções, mas também do ponto de vista administrativo e turístico.

Um exemplo dessas parcerias é que um grupo de professores do curso de Turismo Patrimonial do Câmpus da UFT de Arraias vai colaborar com o inventário do acervo Timbira, que está no Câmpus de Porto Nacional. “Depois de inventariar o material, a intenção é fechar parcerias para criar um museu com essas memórias”, ressaltou Valdirene.

E por que preservar museus como o de Arraias e apoiar projetos semelhantes? Ana Paula tem a resposta: “Mais do que somente guardar a história e a cultura de Arraias, o MHCA promove e zela pela história e cultura de um povo, como um guardião do passado, um agente transformador no presente e um incentivador do desenvolvimento futuro.Cada museu é um universo complexo e único, assim como nós! Por isso deve-se cuidar de todos com igual atenção. Lembro que todo museu nasce com uma missão diferente, porém a sua função social é a mesma, independente de tamanho, quantidade de visitantes ou de quão conhecido ele é”.

 

 
 
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