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Pesquisador da UFT fala sobre desmatamento e queimadas em sessão na Câmara dos Deputados

Por Samuel Lima/ Revisão: Paulo Aires | Publicado: Quinta, 05 de Setembro de 2019, 16h09 | Última atualização em Quinta, 05 de Setembro de 2019, 17h22

Professor José Neuman Miranda Neiva é do Câmpus da UFT em Araguaína (Foto: Jeremias Alves - Solidariedade/Divulgação)Professor José Neuman Miranda Neiva é do Câmpus da UFT em Araguaína (Foto: Jeremias Alves - Solidariedade/Divulgação)
O professor e pesquisador do curso de Zootecnia da UFT (Câmpus de Araguaína), José Neuman Miranda Neiva, esteve, no último dia 4 de setembro, na Câmara dos Deputados, em Brasília, participando de uma sessão da Comissão Geral da Câmara que discutiu a Preservação e a Proteção da Amazônia. Neiva falou sobre o desmatamento e as queimadas - assuntos que têm gerado grande repercussão tanto nacional quanto internacionalmente. O professor foi à Brasília a convite do deputado Tiago Dimas (SD-TO).

Em sua fala, Neiva destacou que a grande maioria dos produtores rurais trabalha com seriedade e respeita as normas ambientais. Enfatizou que o Agronegócio não pode ser responsabilizado pela devastação da Amazônia. Afirmou ainda que o desmatamento e as queimadas têm como origem principal as questões fundiárias, complementando que se não houver solução para essas questões, tanto desmatamento quanto queimadas continuarão a ocupar espaço nas discussões, enquanto o "Agronegócio continuará levando a culpa pelos crimes cometidos por grileiros e madeireiros ilegais". Para Neiva, é preciso 'abaixar a temperatura das discussões' para que se chegue às soluções desejadas.

Neiva acrescentou ainda que a pecuária brasileira não precisa de nenhuma alteração nas leis para continuar sua expansão, tendo em vista que ela se dá pela verticalização da produção, com menos área ocupada por pastagens a cada ano e, ao mesmo tempo, registrando crescimento do rebanho. Segundo o pesquisador, por meio da tecnologia, é possível ampliar a produtividade de quatro (4) arrobas por hectare/ano para 30 arrobas por hectare/ano. "Portanto, a pecuária brasileira não precisa de mais área para expandir, basta usar tecnologia, como vem fazendo", disse o pesquisador.

Durante a sessão da Comissão Geral da Câmara, que teve mais de 4h30 de duração, outros especialistas e parlamentares federais e estaduais também tiveram fala na tribuna. A sessão completa pode ser conferida no Canal da Câmara dos Deputados no Youtube. (Com informações da Assessoria do Deputado Tiago Dimas)

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