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Campanha

Diálogos sobre saúde mental na Universidade é tema de evento sobre o Setembro Amarelo

Por Daniel dos Santos/ Revisão: Paulo Aires | Publicado: Quarta, 04 de Setembro de 2019, 15h51 | Última atualização em Sexta, 06 de Setembro de 2019, 08h52

Com o slogan “Falar é a melhor solução”, a campanha do Setembro Amarelo, pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), tem realizado ações em todos os câmpus. Nesta quarta-feira (4), teve início em Palmas o evento ‘'Diálogos sobre Saúde Mental na Universidade'’, com a palestra “A perspectiva da subjetividade em saúde mental”, do psicólogo e professor universitário Daniel Goulart (Uniceub Brasília).

Dialogo Saúde Mental (Foto: Daniel dos Santos)

A abertura cultural foi com a professora de dança do ventre, Sônia Cristina Brito, que ministra aulas voluntariamente no programa UFT em Movimento. O evento contou ainda cpm a participação dos psicólogos Carlos Rosa, José Fernando Torres; além de professores, outros profissionais de psicologia, estudantes de graduação e do ensino médio.

Durante a abertura, a vice-reitora da UFT, Ana Lúcia de Medeiros, comentou que muitas vezes é tomada pelo sentimento de impotência quanto ao sofrimento dos alunos. “Os professores têm sensibilidade ao problema. Mas apenas sensibilidade não é suficiente. Nós, professores, não estamos conseguindo compreender a juventude”.

Dialogo Saúde Mental (Foto: Daniel dos Santos)

Qual o papel de cada um na universidade?

Segundo pesquisa do professor Carlos Rosa, coordenador do curso de Psicologia no Câmpus de Miracema e também do programa Mais Vida, uma das principais causas de sofrimento dos estudantes é justamente a relação interpessoal com seus professores.

Porém, em um contexto em que professores também já sofrem com diversos tipos de pressões, e na maioria das vezes não têm preparação profissional para lidar com questões de saúde mental, em sala de aula, o que fazer?

De que forma uma instituição de ensino como a UFT pode atuar no enfrentamento desse problema?

O palestrante Daniel Goulart defende que a resposta passa pelo processo não de culpabilização, mas de responsabilização.

“A emergência desses sofrimentos sintetizam problemas sociais de diferentes procedências. A responsabilização implica que todas as partes: gestão, docentes e estudantes se envolvam na geração de processos que possam ser alternativas a esses quadros. Construções conjuntas e se apropriar de atividades nas quais estamos envolvidos são o primeiro passo para a desobjetificação. São muito mais transformadoras. E promover relações que estão voltadas para a construção de caminhos um com o outro”, pontua.

Ele acrescenta que em sua experiência de lidar com situações graves de sofrimento psíquico, a função dos pares é fundamental: ”Não é que vá resolver o problema de forma definitiva, mas apoiar, preocupar-se com o outro e mostrar que está ali em um momento difícil produz resultados impressionantes”, conclui.

Programa Mais Vida

O Programa de Promoção à Vida e à Saúde Mental (Programa Mais Vida), foi criado por meio da Portaria nº 559, de 11 de abril de 2018, visando implantar uma política institucional de bem estar e saúde mental para a comunidade acadêmica. O programa tem como objetivos oferecer estratégias de prevenção e enfrentamento à saúde mental de estudantes, servidores e terceirizados, com ações que valorizem a qualidade de vida, o bem estar social e a saúde.

A Comissão Gestora do programa é composta por docentes, técnicos administrativos e acadêmicos. As ações do programa estão alicerçadas nos seguintes eixos:

Prevenção universal
Prevenção seletiva
Prevenção indicada
Intervenção preventiva

 

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