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Os livros, janelas para o mundo

Por Paulo Aires | Publicado: Sábado, 29 de Outubro de 2016, 06h00 | Última atualização em Segunda, 31 de Outubro de 2016, 08h51
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“Os livros são objetos transcendentes/ Mas podemos amá-los do amor táctil.” Esta declaração são versos da canção “Livros”, de Caetano Veloso, reconhecidamente um grande leitor.

Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, é uma data que acolhe muitas reflexões sobre o universo bibliográfico e o hábito da leitura. Como a existência do livro está intimamente ligada à existência de leitores, vale citar uma descrição firmada pelo escritor Ricardo Piglia: “O leitor viciado, o que não consegue deixar de ler, e o leitor insone, o que está sempre desperto, são representações extremas do que significa ler um texto. Eu os chamaria de leitores puros; para eles, a leitura não significa apenas uma prática, mas uma forma de vida.”

(Lia Testa, poeta e doutora em Literatura (Foto: Arquivo pessoal)(Lia Testa, poeta e doutora em Literatura (Foto: Arquivo pessoal)A poeta e professora da UFT, Lia Testa, fala de sua relação com os livros e a leitura: “Para mim, enquanto leitora-escritora, ler um livro ou escrever um livro é como entrar numa constelação de delícias, projetar-se numa máquina de imaginação atemporal, é estar, ao mesmo tempo, dentro-e-fora de multidimensões.” Lia acrescenta que os livros a seduzem porque a fazem suar, sangrar, sonhar, expandir seus átomos por todos os lados, com silêncios e barulhos.

A promotora cultural em Literatura do Sesc-TO, Geovana Lima, afirma que durante seus últimos cinco anos de vida profissional, pode compreender mais sobre o valor do livro e como ele contribui para o desenvolvimento de crianças e jovens, “o livro, seja ele literário ou técnico, é a fonte mais rica de conhecimento que há no mundo. Ele oportuniza um universo diferente àquelas pessoas que o leem, seja esse leitor de qualquer etnia, religião, idade, gênero, cor.”

Geovana Lima, promotora cultural em Literatura (Foto: arquivo pessoal)Geovana Lima, promotora cultural em Literatura (Foto: arquivo pessoal)Geovana assegura também o quanto os livros têm contribuído com sua formação, “devo aos livros técnicos meu conhecimento teórico; devo à poesia toda minha sensibilidade e paixão pela vida; devo aos romances, contos e crônicas a possibilidade de compartilhar emoções, ora leves, ora densas”, conclui.

Para a mestranda em Literatura/UFT, Julienne Silveira, o livro sempre esteve muito presente em sua vida, pois sua primeira referência é sua mãe que considera uma brilhante professora e que soube despertá-la, na infância, para o universo da leitura: “Na escola pública, meus professores, principalmente de português, me passaram através dos livros, a essência da profissão. No horário livre, eu ia para um projeto no meu bairro, que recebia crianças para fazer cursos de arte, música, dança e leitura. Adivinha o curso que escolhi? Esse mesmo, de leitura”, comemora a, hoje, mestranda em Literatura pela Universidade Federal do Tocantins, Câmpus de Porto Nacional.

Julienne Silveira, mestranda em Literatura (Foto: arquivo pessoal)Julienne Silveira, mestranda em Literatura (Foto: arquivo pessoal)Julienne ainda acrescenta que já na faculdade, curso de Letras, a leitura se torna uma obrigação saudável, uma injeção de conhecimento, “às vezes, ler o que não se gosta é doloroso, mas necessário. Diante de tudo isso, acredito que estou me tornando uma boa profissional, porque desde criança explorei o caminho da leitura. Uma vez ouvi que é mais importante ter livros do que roupa da moda. E essa frase virou meu lema”, comemora.

A UFT possui oito bibliotecas em sete câmpus. Em Araguaína são duas bibliotecas, a EMVZ e a Professor Francisco Severino, CIMBA; Arraias, Biblioteca Professor Claudemiro de Godoy do Nascimento; Gurupi; Miracema, Paulo Freire; Palmas, Professor José Torquato Carolino; Porto Nacional, Maria Revy Veloso de Andrade; e Tocantinópolis, Professor Cleides Antônio Amorim. Mais informações, confira na minihome do Sistema de Bibliotecas (Sisbib).

Em 2015, o relatório do Sisbib somava 230.826 itens distribuídos no acervo das oito bibliotecas.

Marcos Felipe Gonçalves Maia, bibliotecário da UFT, acredita que independente do suporte (argila, papiro, couro, papel ou bits e bytes), o livro foi e será sempre o companheiro de transferência de informações. Um momento de encontro do escrito, pensado, registrado com o leitor ou leitora que fará a re-leitura, a compreensão, a troca, a criação por meio das letras, da mensagem, da informação.

Para Maia, os livros formam e informam, “nos acompanham e nos afastam; se relacionam com nossas sentimentos e afetos. Um dia para celebrar o livro é muito pouco porque esse artefato cultural, em seu sentido lato, está entre a humanidade há milênios e mesmo onde não há sua presença física, ele se manifesta de diversas maneiras”, pontua.

Maia - Maia diz que livros formam e informam (Foto: Paulo Aires/Dicom)

Maia amplia suas considerações, afirmando que ler um livro (sem juízo de valor, se é bom ou ruim, porque como nos ensina o bibliotecário indiano Ranganathan "a cada livro, seu leitor; e a cada leitor, seu livro") é viajar no tempo (passado ou futuro) e criar, mesmo que utopicamente, novos mundos, novas possibilidades, novos saberes e novas comunidades. “Viva a leitura. Viva a biblioteca viva!”, comemora.

A UFT também conta com a Editora Universitária (EdUFT), que vem publicando livros acadêmicos e literários, por meio de editais. Para saber mais sobre os expedientes da editora, consulte a minihome da Editora Universitária.

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