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inovação

Pesquisas da UFT usam produtos do cerrado para desenvolver bebidas e alimentos

Escrito por Virgínia Magrin | Publicado: Miércoles, 12 Febrero 2020 09:44 | Última actualización: Miércoles, 12 Febrero 2020 16:13

Desenvolver produtos inovadores, de qualidade, que vão agradar os clientes e mercado é uma das ações que vem sendo desenvolvidas no Laboratório de Alimentos e Bebidas, do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, da UFT, em Gurupi. A iniciativa tem não apenas desenvolvido a atitude empreendedora nos futuros profissionais, como também, demonstrado na prática o que eles aprendem na teoria.

Entre os produtos que estão sendo desenvolvidos e estudados estão a cerveja, o kombucha (bebida gasosa feita a partir da fermentação de chá) e o kefir (bebida fermentada e muito nutritiva). O que cada um desses produtos tem em comum, é que são adicionados frutos do cerrado, tais como o cajá, murici, coco de macaúba e coco de babaçu para saborizá-los.

A coordenadora do curso de Engenharia de Bioprocessos e Biotecnologia, professora Talita Ferreira, que tem acompanhado de perto os trabalhos, afirma que as pesquisas são promissoras e com grande potencial não só mercadológico, mas científico, já que toda a microbiologia dos produtos estão sendo estudados. “Queremos saber se essas culturas iniciadoras das fermentações reagem de forma diferente por estarem no cerrado, com temperatura e humidade diferente. Além disso, atualmente há poucas pesquisas com kefir e kombucha, relacionadas à microbiologia, quase não encontra literatura, o que faz da pesquisa inovadora”, destaca Talita.

As acadêmicas Maria Victoria e Sanier e a professora Talita observam parte dos produtos que estão pesquisando (Foto: Virgínia Magrin)

Produtos

A cerveja artesanal produzida no laboratório é diferente da oferecida em comércio, ela é saborizada com os frutos do cerrado, fica com sabor diferente e é uma cerveja para degustação, uma cerveja forte. Esse é o produto que está em estágio mais avançado.

Por sua vez, o Kombucha é um fermentado feito a base de chá verde, chá preto, ou de hibisco. “São deliciosas e nutritivas por serem fermentadas e conseguimos a partir desse chá fermentado fazer um refrigerante natural, sem aditivos químicos, sem conservantes, completamente natural, todos saborizados com frutos do cerrado”, explica a professora.

O outro produto pesquisado e desenvolvido é o kefir de água e o de leite. Os pesquisadores explicam que o kefir de leite, no final, fica mais denso e nutritivo que um iogurte normal e sempre depois de pronto são adicionados os frutos do cerrado para dar uma cara do Tocantins.

Os três produtos já passaram pela fase de estudo da microbiologia, que foi isolada. A próxima etapa é a parte de DNA, para saber em nível de espécies, seguida da analise sensorial, que nada mais que é, que a degustação, para saber se os produtos possuem sabor agradável. O que a coordenadora do curso espera com tudo isso: “Queremos um produto final, uma inovação, que os alunos sejam mais empreendedores, que eles consigam usar os produtos e conhecimento para produção e venda, em busca de ‘investidores anjos’ para ajudar nos produtos finais”.

Vivências

Maria Victoria Izidório é acadêmica do quinto período e trabalha com kefir de leite. Para ela, é muito importante a vivência que esta tendo para depois de formada. “Estar mais dentro da área, conhecer a realidade de trabalhar em laboratório com o controle de qualidade, tudo isso é de extrema valia”. Todo o estudo tem despertado nela o interesse em empreender: “Aqui no laboratório a gente tem várias linhas. Eu com outros dois colegas estamos tentando abrir uma empresa, a ‘Probióticos do Cerrado’, queremos alinhar as frutas que temos no cerrado com probióticos que só trazem benefícios para a gente”.

E para além de empreender, ela ainda pretender avançar com seus estudos do kefir, analisando futuramente o potencial uso do produto para diminuição da degeneração do Alzheimer, ou outra doença. “Acho importante linkar o probiótico, não apenas para alimentos, mas para outras utilidades”, afirma a estudante.

Sanier Aquino Teixeira, também é acadêmica do curso e estuda o kombucha, na tentativa de transformá-lo em um produto alcoólico. “Eu gosto da área de alimentos e desenvolvimento de produtos. É muito interessante quando a gente mistura um produto no kombucha e desenvolve algo novo que ficou legal”.

Para ela que afirma que sempre gostou de descobrir coisas, esse é o curso ideal. “O curso de Biotecnologia é isso, ele sempre está descobrindo coisas novas e eu indicaria para pessoas que são muito curiosas como eu e empreendedores que gostam de desenvolver produtos”.

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