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Arte-educação

Fotografia e Educação se combinam em proposta pedagógica inovadora

Por Daniel dos Santos | Publicado: Terça, 28 de Março de 2017, 18h39 | Última atualização em Quarta, 29 de Março de 2017, 00h39

Inovar na educação para aprimorar a qualidade do ensino é desafio constante para os profissionais da área. No curso de Pedagogia, na Universidade Federal do Tocantins, Câmpus de Palmas, a professora Amanda Leite pesquisa a combinação entre fotografia e educação. A imagem é um recurso poderoso para educadores trabalharem com crianças da educação básica ao ensino fundamental. “Qualquer trabalho com arte é importante para a formação do pedagogo. No caso da fotografia, é através das imagens que as crianças produzem suas primeiras narrativas quando ainda não sabem ler”, afirma.

Produção que integra a série Coisas da Vida (Foto: Amanda Leite)

Amanda explica que a fotografia também é um potencial para trabalhar com ficção e que as pessoas precisam aprender a ler imagens. “Na contemporaneidade é  fundamental trabalharmos com imagens. Fotografias sao textos que estão  espalhados por todos os lados. A articulação  com a área da Educação  é  um desafio atual para os professores, e talvez surja aí mais possibilidades de expandir a formação e a produção de outros significados e sentidos”.

Em 2016, estudantes da atividade integrante intitulada “Fotografia e Educação”, ministrada pela professora, realizaram a exposição “Contos do Cotidiano” durante a Semana Acadêmica de Pedagogia. A proposta da exposição foi de produzir releituras de contos de fadas a partir de questões da sociedade em Palmas. Tem desde a sátira ao político mentiroso em “O Pinóquio Contemporâneo” à reflexão sobre a violência contra a mulher em “Cinderela Desiludida”.

A estudante de Pedagogia, Janaine Honorato, ficou impressionada com o potencial da fotografia na educação ao cursar a disciplina e realizar a exposição. Segundo ela, contribui para a substituição de métodos tradicionais, nos quais o professor é tido como fonte do saber, por métodos de maior interação, nos quais o educador e os estudantes têm a mesma autonomia para a construção do aprendizado. “É uma forma lúdica de ensinar a criança. Foge do engessamento na sala de aula. Quase todo mundo tem um smartphone. Então a criança gosta e aprende. Você pode fazer a criança pensar sobre o que representa a imagem”.

Exposição em Niterói-RJ
Além de ser um tema de interesse como educadora, Amanda também realiza ações e experimentos como fotógrafa. Por isso, sua série fotográfica “Coisas da Vida” foi selecionada para Exposição Fotográfica Coletiva 2017, realizada na Galeria Eixo Arte Contemporânea, em Niterói (RJ). Em 2016, ela já havia participado com uma exposição individual na mesma galeria.

A série fotográfica é um desdobramento de pesquisas e ações que a professora realiza na universidade sobre o tema. O interesse é pensar sobre as relações entre fotografia e o sujeito contemporâneo, como explica. “Como fotógrafa, pesquisadora e professora, produzo narrativas fotográficas que mesclem realidade/ficção e desassosseguem o olhar do espectador. Busco dispositivos que estimulem pensar a produção de visualidades no tempo presente, práticas estéticas, artísticas e acadêmicas que incitem a educação do olhar”.

Proposta da série "Coisas da Vida" é trazer a reflexão com leveza sobre o extremismo atual


Na série “Coisas da vida”, Amanda usou soldadinhos de brinquedo e manipulação digital para produzir imagens que lembrem cenas cotidianas. “O que incita a criação da série é a sensação de que hoje, no Brasil e no mundo, vivemos dias de extremismo radicais, qualquer motivo é suficiente para se começar acirradas discussões. Tomo a ficção como um exercício de composição criativa para sugerir, de forma humorada, que pensemos sobre as coisas da (nossa) vida”. Temas como o amor, a natureza, a política, o tempo e a leveza do brincar estão em evidência. O desejo é que o leitor também impulsione o pensar pela imagem produzindo outras leituras e modos de olhar.

A mostra Coletiva 2017 reúne 56 artistas do Brasil e conta com a curadoria de Sara Figueredo e Sandra Tavares. A proposta é aproximar o público de diferentes propostas artísticas. Além do lançamento físico no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno, em Niterói, a exposição também circula on-line, pelo site da Eixo e também no site da professora Amanda Leite. A exposição ficará on-line de março a junho de 2017.

Coletivo 50°
Pela UFT, a professora Amanda Leite ainda coordena o Coletivo 50º - Pesquisa e Prática fotográfica, cadastrado no diretório de grupos de pesquisa CNPq, que conta com a parceria do Instituto Federal do Tocantins (IFTO) e também do Centro Universitário Luterano de Palmas - CEULP/ULBRA. Segundo ela, o Coletivo 50° deve realizar uma exposição coletiva na UFT até o fim deste semestre.

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