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Língua de sinais e cultura surda são temas de seminário em Tocantinópolis

Por Talita Melz e Bianca Zanella | Publicado: Quinta, 08 de Maio de 2014, 16h43 | Última atualização em Terça, 13 de Setembro de 2016, 14h01
Evento é uma iniciativa da comunidade surda de Araguaína em parceria com a UFT de Tocantinópolis

A valorização da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a promoção da troca de experiências entre ouvintes e a comunidade surda do estado do Tocantins são alguns dos objetivos do Seminário Língua de Sinais, Identidade e Cultura Surda, que acontece neste sábado (10) no Câmpus da Universidade Federal do Tocantins (UFT) em Tocantinópolis. O evento começa às 14h no Auditório Vigilante Adão Ribeiro da Silva e tem entrada gratuita. Os interessados podem se inscrever até esta sexta-feira (9), enviando o formulário de inscrição, disponível aqui, preenchido para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Vídeo em Libras, com legendas em Português, chama a comunidade para o evento (Foto: Reprodução)Vídeo em Libras, com legendas em Português, chama a comunidade para o evento (Foto: Reprodução)

>>> Assista ao vídeo, em Libras, do convite para o evento

Organizado por iniciativa da comunidade surda de Araguaína em parceria com a UFT de Tocantinópolis, por meio da professora de Libras Roselba Gomes de Miranda, o seminário é voltado a acadêmicos, profissionais que trabalham com a educação de deficientes auditivos, familiares de surdos e à comunidade interessada, mas especialmente aos surdos. A expectativa é de que aproximadamente 40 surdos participem do evento. As atividades do seminário serão realizadas em Libras, e os ouvintes terão acesso às informações por meio de interpretação da Libras para a Língua Portuguesa.

Segundo os organizadores, a ideia surgiu da necessidade de promover o empoderamento da comunidade surda tocantinense, e a intenção é que o evento aconteça de forma periódica e se expanda para outros municípios do estado.

"A comunidade surda brasileira conquistou o reconhecimento legal de sua língua, identidade e cultura, um patrimônio imaterial", diz o professor da UFT em Araguaína, Bruno Carneiro. "Somente com a língua de sinais os surdos podem usufruir de direitos constitucionais fundamentais, como educação, saúde, trabalho, moradia, lazer e segurança, porque todos eles perpassam pela língua em uso", acrescenta ele. Além disso, o professor lembra que é importante frisar o direito do surdo a contar com a presença de intérpretes de Libras, professores surdos, professores bilíngues e ouvintes sinalizadores nas diversas situações da vida cotidiana. 

No Tocantins, a comunidade surda de Araguaína é considerada uma referência. "Araguaína possui hoje a primeira Central de Interpretação de Libras do Tocantins, uma parceria da prefeitura municipal com o Governo Federal, em que há prestação de serviços comunitários na área de interpretação, de acordo com a demanda apresentada pelos surdos", conta Bruno. O professor ainda explica que a comunidade surda de Araguaína é composta por aproximadamente 300 surdos e, mesmo sem uma associação formalizada na cidade, possui diversos espaços de convivência entre os surdos. "Nesses momentos os surdos desenvolvem sua cultura e identidade, além de se politizarem, empoderarem e articularem localmente para acompanhar as conquistas em nível nacional".


Serviço:

O quê: I Seminário Língua de Sinais, Identidade e Cultura Surda de Tocantinópolis
Quando: Sábado, 10 de maio, às 14h
Onde: no Auditório Vigilante Adão Ribeiro da Silva, Câmpus da UFT


Palestrantes:

Roselba Gomes de Miranda – Mitos sobre as línguas de sinais e sobre o surdo
Mariana Ferreira Albuquerque – Relato de experiência: primeira acadêmica surda da UFT
Yasmim Lima Paz Cunha – Relato de experiência: primeira acadêmica surda do Itpac
Geovana Gonçalves Lima – Experiência de vida pessoal
Wemerson Gomes da Silva  O surdo na escola inclusiva
Cleysson Wender Fernandes Pires – A importância do intérprete de Libras

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